quarta-feira, outubro 02, 2013

Destino da Escola Livre de Teatro será definido em reunião entre Prefeitura de Santo André e artistas


Por Miguel Arcanjo Prado

Promete ser tensa a reunião marcada para as 16h desta quarta (2) entre o prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), e representantes da Escola Livre de Teatro (ELT). O encontro definirá o destino da instituição de ensino teatral com 23 anos de história que a tornou referência em todo País.
Nesta terça (1°), a Prefeitura de Santo André divulgou nota afirmando que manterá a ELT aberta. O posicionamento ocorre após o fechamento abrupto da instituição de ensino teatral na última sexta (27) e um protesto de artistas no domingo (29) que acabou em confusão.
O intitulado Movimento ELT Livre divulgou carta-resposta ao prefeito Carlos Grana.
bruno1 Destino da Escola Livre de Teatro será definido em reunião entre Prefeitura de Santo André e artistas
Repercutiu até no Projac: o ator Bruno Gagliasso fez cartaz para apoiar a ELT - Reprodução
Nela, afirma que “manter o projeto Escola Livre pressupõe não apenas a afirmação de um acordo, mais do que isso, pressupõe a autonomia de práticas e decisões pedagógicas sistemáticas e diárias, tais como o uso e a intervenção no espaço físico, incapaz de ser realizada sem um diálogo profícuo com a Secretaria de Cultura e com os funcionários da Escola, o oposto do que vem acontecendo com os nossos interlocutores atuais”.
A carta-resposta ainda pede licitação para 2014, que possibilite a permanência dos atuais mestres por meio da Cooperativa Paulista de Teatro, e também “a manutenção de um corpo de funcionários engajado e colaborativo”.
O documento ainda acusa a atual administração da ELT nomeada pela Prefeitura de Santo André de fazer “ações de sabotagem e sucateamento”. E diz que a nota da Prefeitura entra em contradição, já que diz o governo afirmou que a ELT funciona normalmente ao mesmo tempo em que divulgou que o Teatro Conchita de Morais, sede da escola, está interditado, “contradizendo sua fala anterior de que a escola ainda estava aberta”.
Os membros da ELT ainda afirmam que houve cinco atrasos de pagamentos de salários dos funcionários neste ano. “O atraso do mês de maio, um, dentre os cinco que ocorreram no ano, aconteceu não por falta de verba, mas porque o gerente de formação cultural, Ivan Augusto, estabeleceu repentinamente que o pagamento daquele mês só ocorreria com a entrega do planejamento pedagógico de cada professor, aula a aula”. A carta-resposta ainda afirma acusa o prefeito Carlos Grana de só receber os membros da ELT nesta quarta (2) por conta da grande repercussão nacional que teve seu fechamento.
Nesta terça (1°), a Prefeitura de Santo André se manifestou sobre a atual situação da ELT. Na nota, “a Prefeitura de Santo André reafirma o compromisso de manter a estrutura pedagógica e o projeto artístico Escola Livre de Teatro”. Segundo o documento, a Prefeitura de Santo André afirma que sua política é “fortalecer o diálogo com a sociedade civil, artistas e produtores culturais” e que “nunca foi determinado o término desse projeto” [o da Escola Livre de Teatro], “que será mantido”. Na versão da Prefeitura de Santo André, o fechamento sem aviso prévio da escola na última sexta (27) aconteceu “para uma visita técnica” e só na parte matutina.
Além de afirmar que a escola segue aberta, a Prefeitura de Santo André reconheceu o “péssimo estado” das instalações da ELT e jogou a culpa na administração anterior. A Prefeitura ainda comentou o atraso nos salários da equipe da ELT, dizendo que herdou divida de R$ 115 milhões da gestão anterior.
Fechamento da ELT teve repercussão nacional
Nesta terça-feira (1°), a Secretaria Nacional de Cultura do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota de apoio à Escola Livre de Teatro.
O documento foi assinado por Edmilson Souza, secretário nacional de Cultura do PT, e por Tadeu de Souza, secretária estadual de Cultura do PT-SP.
– A Secretaria Nacional de Cultura do PT, bem como a  Secretaria Estadual de Cultura do PT-SP manifestam seu total apoio à ELT, projeto de grande importância para todos os artistas e produtores culturais [...] Apoiamos sua permanência e seu constante aperfeiçoamento, para que seja respeitado e valorizado esse enorme patrimônio cultural de todos nós.
O fechamento da Escola Livre de Teatro também repercutiu na classe artística. O presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, Rudifran Pompeu, divulgou carta aberta ao prefeito de Santo André, Carlos Grana. Nela, afirma que “querem acabar com a ELT porque ela é uma escola singular nas artes cênicas e que não tem objetivo de formar celebridades”.
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Celso Frateschi: apoio à Escola Livre de Teatro - Foto: João Caldas
O ator Celso Frateschi, que dirige o Teatro da USP, o Tusp, e também atua na minissérie José do Egito (Record), na qual interprete Jacó, também demonstrou sua indignação.
“É inacreditável o que está acontecendo com a ELT”, declarou o ator, que sempre foi ligado ao PT. Ainda de acordo com Frateschi, a “ELT é hoje referência nacional em ensino de teatro”.
— Todos sabem que sou petista, mas não consigo mais não expressar meu espanto e desacordo com atos como esse absurdo que estão fazendo em Santo André com a Escola Livre de Teatro.
Tiche Vianna, do Barracão Teatro de Campinas e vice-presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, também se manifestou em carta aberta. “Peço que esta Secretaria de Cultura, com total respaldo da Prefeitura, reveja sua atitude e reinstaure a dignidade do ensino da arte teatral, assegurando, definitivamente, a permanência do projeto pedagógico da Escola Livre de Teatro em Santo André”.
Kil Abreu, crítico e curador de teatro do Centro Cultural São Paulo, e que trabalhou por quase dez anos na ELT de Santo André, também lamenta tudo o que se passa.
– A ELT é uma referência nacional e internacional em pedagogia teatral em bases autônomas. A escola vem sofrendo sucateamento há um tempo. A Escola não é um negócio de ocasião, moeda de troca nos planos de governabilidade. Tem uma história de mais de 20 anos de contribuição com a cultura brasileira.
Entenda como a escola foi fechada na sexta (27)
Desde o começo do ano, quando assumiu o prefeito Carlos Grana (PT), um novo coordenador administrativo foi indicado para a ELT, Ivan Augusto.
Desde então, o clima na escola é de guerra fria. O R7 apurou que Ivan substituiu boa parte dos funcionários e, com o tempo, o diálogo com a comunidade da escola ficou complicado, gerando um cenário no qual não há conversa entre as partes administrativa e pedagógica.
O coordenador pedagógico da ELT, Luiz Fernando Marques Lubi, diz ao R7 que “está em andamento um plano de desmanche da escola lento e gradual”.
– Desde maio o coordenador administrativo não conversa conosco. A gente tentou diálogo direto com o prefeito, em seu gabinete, já que ele prometeu em campanha manter a Escola Livre de Teatro. Ele sempre diz que nos dá apoio, mas não há ação efetiva.
A reportagem do R7 apurou que a confusão que culminou com o fechamento da escola começou na última quinta (26). Alunos resolveram retomar o espaço de convivência estudantil que havia sido fechado pela administração da escola.
Nervosa com o ocorrido, uma funcionária ligada a Ivan Augusto resolveu trancar a escola na sexta (27), ainda com os pertences de alunos e professores lá dentro, e chamou a guarda municipal para os estudantes. O impasse gerou a manifestação deste domingo (29) no Paço Municipal de Santo André. O R7 procurou Ivan Augusto, tentando ouvir o que ele tem a dizer sobre o que ocorreu na ELT, mas ele não se manifestou.

Preparativos para mais uma ação em busca da ELT Livre!



Escola de Artes Dramáticas de São Paulo publica carta em apoio à Escola Livre de Teatro



Aprendizes se reúnem em sessão na câmara dos vereadores de Santo André no dia 01/10/2013 em ato de repúdio a política de sabotagem e sucateamento da escola.

#ELTLIVRE 


Aprendiz Lilian Araujo -  Formação 16

Carta resposta ao prefeito Carlos Grana à nota divulgada sobre a ELT

Santo André, 1º de outubro de 2013

Caro prefeito Carlos Grana

Em resposta à sua nota sobre o compromisso com a manutenção do projeto artísco-pedagógico da Escola Livre de Teatro de Santo André, vimos esclarecer nosso ponto de vista, bem como ressaltar algumas reivindicações fundamentais à manutenção do projeto. Nossas respostas vêm abaixo dos itens elaborados pelo senhor.


1.              O projeto Escola Livre de Teatro será mantido;

Manter o projeto Escola Livre pressupõe não apenas a afirmação de um acordo, mais do que isso, pressupõe a autonomia de práticas e decisões pedagógicas sistemáticas e diárias, tais como o uso e a intervenção no espaço físico, incapaz de ser realizada sem um diálogo profícuo com a Secretaria de Cultura e com os funcionários da Escola, o oposto do que vem acontecendo com os nossos interlocutores atuais.

Portanto, MANTER o projeto pedagógico da ELT SIGNIFICA:

A. Abertura da licitação de funcionamento da escola em 2014, que possibilita a permanência dos mestres que lá lecionam e da Cooperativa Paulista de Teatro como pessoa jurídica, que os representa na contratação.

B. Autonomia dos processos pedagógicos na utilização do espaço da escola e do calendário escolar de acordo com as necessidades dos projetos desenvolvidos.

C. Manutenção de um corpo de funcionários engajado e colaborativo.


2. 
NUNCA foi determinado o término desse projeto, pois trata-se de política pública instituída na gestão Celso Daniel que se mostrou exitosa;

Reconhecemos e trabalhamos para o êxito desse projeto há mais de 20 anos e NUNCA cogitamos a possibilidade de seu término, dada a grandeza de sua história e o vigor atual de sua execução. Infelizmente, a gestão atual mantém o mesmo discurso da anterior, e tal discurso sobre a continuidade não se comprova nas ações de sabotagem e sucateamento que vêm sendo realizadas pela prefeitura.


3. Informamos que na sexta-feira (27 de setembro), a ELT teve suas aulas diurnas interrompidas para uma vistoria técnica, e foi reaberta para seu funcionamento normal das aulas noturnas, e assim se mantém aberta até a data de hoje. 


Na realidade a Escola foi fechadas as 9:00hs, sem nenhuma explicação, e  permaneceu trancada sem que qualquer vistoria acontecesse e sem a presença de funcionários para esclarecimentos. Somente às 17:00hs, o gerente de teatro, Donizeti Meira, afirmou à coordenação pedagógica que a escola permaneceria fechada até que uma vistoria fosse feita, e que quaisquer informações poderiam ser obtida somente na segunda-feira, diretamente com o secretário de cultura. A reabertura, no entanto, ocorreu por volta das 20:00hs da própria sexta-feira, coincidentemente logo após o telefonema da Folha de São Paulo à Secretaria de Cultura pedindo esclarecimentos. As aulas noturnas, que deveriam ter sido iniciadas às 18:30hs, não puderam acontecer normalmente, como dito pelo senhor.


4. É notório que as condições físicas do prédio onde os alunos da ELT recebem aulas estão em péssimo estado, decorrente dos desmandos da administração anterior; 

Sim, inclusive um relatório detalhado destas condições foi entregue à atual Secretaria de Cultura na primeira reunião, em janeiro deste ano, mês da publicação da licitação da reforma do telhado, até a presente data não realizada. 


5. É sabido que os três teatros de Santo André, encontram-se interditados para adequação às normas de segurança, sem que esse fato fosse decorrente da vontade dessa administração. Assim, estamos diante de valores, tais como, a preservação da vida;

Uma vez que o teatro Conchita de Morais é um dos três teatros da cidade e sede da Escola Livre de Teatro, é notável que o prefeito já considere o Teatro Conchita de Morais interditado, contradizendo sua fala anterior de que a escola ainda estava aberta. 

6.    
De fato, a administração anterior elaborou uma licitação no valor de R$ 1.700.000,00 para a adequação da parte elétrica e telhado do teatro Conchita de Moraes. Entretanto, os recursos não foram apontados na peça orçamentária do ano fiscal vigente, razão pela qual a Secretaria de Obras não pode realizar tais melhorias. 


Agradecemos pelo primeiro pronunciamento do ano a respeito do processo nº 26.100/2012-3, do edital nº 501/2012, de reforma nos telhados do Teatro Conchita de Morais, já licitado e sobre o qual permanecemos sem respostas até agora. Trata-se de um projeto de reforma duramente batalhado para que ocorresse sem prejuízo do processo pedagógico, prevendo a permanência da escola no prédio mesmo durante as melhorias e a utilização do período de férias para a realização dos ajustes principais. Qualquer plano de reforma ou interdição que ignore este processo só pode ser entendido como sabotagem com objetivos políticos.


7. Quanto a eventuais atrasos nos pagamentos dos fornecedores, a Prefeitura de Santo André, nessa atual gestão, herdou dívidas da gestão anterior na cifra de 115 milhões de reais, e que, o resultado financeiro da prefeitura não tem sido positivo a ponto da Secretaria de Finanças atrasar pagamentos. Considere nesse contexto, a própria Cooperativa Paulista de Teatro, empresa que na oportunidade ganhou a licitação e recebe a quantia de R$ 431mil reais/ano;

A troca de e-mails entre a Secretaria de Cultura e a administração da escola, em que os atrasos nos pagamentos ficam evidentes, está documentada e disponível para quem tiver dúvidas. O atraso do mês de maio, um, dentre os cinco que ocorreram no ano, aconteceu não por falta de verba, mas porque o gerente de formação cultural, Ivan Augusto, estabeleceu repentinamente que o pagamento daquele mês só ocorreria com a entrega do planejamento pedagógico de cada professor, aula à aula. A medida foi desconsiderada, dias depois, pela própria Secretaria, que reconheceu sua arbitrariedade. Note-se também que, em nenhum momento, a prefeitura pagou as multas contratuais devidas por estes atrasos, que já somam pelo menos 45 dias neste ano.


8. A Prefeitura apresentou a possibilidade de um espaço para a manutenção das atividades da ELT, até a total liberação pelos bombeiros do teatro Conchita de Moraes;

Novamente o prefeito deixa ambíguo o acontecimento: ha uma interdição da Escola Livre de Teatro ou não? Porque não recebemos nenhuma notificação bem como a visita do corpo de bombeiros. O secretário de governo Tiago Nogueira, de fato, mencionou a possibilidade da Escola ser transferida para outro local, caso fosse necessário, sem contudo falar em datas e sem propor uma visita técnica do corpo docente a um novo espaço.


9. Não há que se falar em falta de diálogo. Os canais de comunicação entre a empresa Cooperativa Paulista de Teatro e a Prefeitura de Santo André sempre estiveram abertos, sendo que só nos últimos dias os representantes da empresa Cooperativa Paulista de Teatro se reuniram duas vezes com o secretário de gabinete Tiago Nogueira;

Diante da sua colocação, parece evidente a falta de comunicação e coerência entre a secretaria de cultura e o governo. As reuniões com a Secretaria de Cultura foram interrompidas desde maio deste ano. A reunião de junho, anteriormente marcada, foi cancelada sem justificativa. Em julho e agosto, a Secretaria não apenas não retornou aos pedidos de reunião como deixou de responder aos e-mails dos coordenadores pedagógicos. Diante deste quadro inaceitável, o secretário de governo foi procurado, mas só retornou no momento em que a diretoria da Cooperativa Paulista de Teatro assumiu a negociação. Foram prometidas por duas vezes reuniões, com a presença do prefeito Carlos Grana e do secretário de cultura Raimundo Salles, que só ocorrerão nesta quarta-feira, dia 02 de outubro, após a repercussão política, na imprensa, na classe artística e nas redes sociais, sobre o  fechamento da ELT. 


10. A política de governo de manter a ELT pressupõe um conjunto de ações inter-secretariais, de forma matricial, que envolve a Secretaria de Obras, de Finanças, de Assuntos Jurídicos, de Planejamento, de Cultura e o Governo, pois o tema demanda ações conjuntas de todas essas áreas. Desta forma, ficou agendada uma reunião com os setores do Governo e representantes da empresa Cooperativa Paulista de Teatro para a próxima quarta-feira, dia 2 de outubro, às 16 horas, com a presença do prefeito Carlos Grana."

Compreendemos a necessidade de ações inter secretariais para a solução de problemas da escola. Mas é importante ressaltar que a reunião citada pelo senhor foi marcada por iniciativa da ELT e não do governo. O envolvimento da secretaria de governo na questão só ocorreu quando o diálogo com a Secretaria de Cultura, à qual, de fato, a ELT está vinculada, foi interrompido. Apesar da responsabilidade pela continuidade do projeto ser inter secretarial, compreendemos que a Secretaria de Cultura deva ser nossa principal interlocutora.


                                                                                          MOVIMENTO ELT LIVRE

terça-feira, outubro 01, 2013

Eis a contradição: PT nacional e estadual lançam nota de apoio sobre a causa da ELT

Nota sobre a Escola Livre de Teatro de Santo André-SP
Nos últimos dias vimos acompanhando notícias sobre o eventual fechamento da Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT), ocasionando manifestações de preocupação de militantes e ativistas da Cultura, uma vez que este é um projeto de referência nacional no campo da Cultura.
A ELT foi criada em 1990 durante a primeira gestão do prefeito Celso Daniel, trazendo para o processo de formação artítica artística um método embasado na pedagogia da autonomia, na gestão coletiva e no processo de criação colaborativo, realizando importantes mostras nacionais e internacionais que articulavam formação e evento, buscando uma efetiva inserção na comunidade local ao estruturar o movimento teatral na região do ABC paulista, entre outras premissas que influenciaram diretamente o trabalho dos artistas de teatro em todo Brasil, sendo um dos principais propulsores do movimento dos Coletivos e Grupos de Teatro que hoje domina a cena nacional, e trazendo para a escola reconhecimento internacional.
Trata-se de uma das mais importantes referências de política pública de cultura no campo das Artes que teve origem em uma administração municipal petista, sendo por isso inconcebível que quando o PT retoma o comando da prefeitura nessa emblemática cidade, tenhamos que enfrentar e combater propostas que levem a desativação desse importante projeto.
A Secretaria Nacional de Cultura do PT, bem como a Secretaria Estadual de Cultura do PT-SP manifestam seu total apoio à ELT, projeto de grande importância para todos os artistas e produtores culturais, mas em especial para aqueles que passaram pela escola e puderam aplicar em sua vida prática o conteúdo ali adquirido e construído coletivamente. Apoiamos sua permanência e seu constante aperfeiçoamento, para que seja respeitado e valorizado esse enorme patrimônio cultural de todos nós.
São Paulo em 01 de outubro de 2013


Edmilson Souza – Secretário Nacional de Cultura do PT

Tadeu de Souza -  Secretário Estadual de Cultura do PT-SP





Mais uma ação pela ELT LIVRE!


Construção do espaço cênico e da cenografia do espetáculo da Formação 14. Intervenções no espaço físico sempre fizeram parte da tradição do projeto LIVRE da ELT. Essa é mais uma das ações que os aprendizes da ELT estão realizando em prol da luta pela autonomia da ELT e contra o intensificado processo de sabotagem que vem acontecendo com a escola, através da de posturas como as do Secretário de Cultura, Raimundo Salles, e também das ações do Gerente de Formação, Ivan Augusto. Continuaremos em ação, e estamos aguardando o encontro com o governo na reunião do dia 02/10.

A ELT continuará, e da maneira como deve ser: ELT LIVRE!

ELT LIVRE INFORMA: atualizações dia 30/09


Nós da Comunidade Escola Livre de Teatro, enquanto aguardamos por resposta concreta da atual gestão sobre nossas reivindicações, em reunião que acontecerá no dia 2 de setembro de 2013 às 16h, com o prefeito Carlos Grana, o secretário de cultura Raimundo Salles e comissão de mestres e aprendizes, decidimos hoje, dia 30 de setembro de 2013, ocupar criativamente nosso espaço de trabalho, realizando intervenções que são tradição no projeto livre da ELT e que tem sido paulatinamente burocratizadas e até impedidas de se concretizar pela prefeitura. Nossa primeira ação nesse sentido aconteceu no dia 26 de setembro de 2013, onde, como símbolo do nosso desejo de romper com esses mecanismos que tem sido implantados nas ações do gerente de formação Ivan Augusto, removemos uma parede divisória instalada na entrada da escola. Antes espaço de convivência, harmoniosamente pensado pela comunidade da ELT, tornou-se numa saleta fechada para funcionários desde o início deste ano. Decorando o ambiente com flores, devolvemos a este espaço a sua função de recepção e área de convivência. Nossa segunda ação, realizada hoje, foi a retirada das grades do teto do saguão da escola para a construção do espaço cênico da peça de formatura da Formação 14, ação essa, necessária para o processo artístico da peça e inviabilizada pela prefeitura.
As portas da escola foram reabertas mas o processo de sabotagem há anos corrói muito mais do que nossas paredes, e assim chegamos ao limite, sem condições de continuarmos nossos trabalhos. Queremos um contexto adequado para voltar às aulas.
Continuaremos com essas e outras ações, dentro e fora da escola até conseguirmos abrir um diálogo real com respostas concretas pela prefeitura.
Não aceitaremos medidas paliativas. Temos propostas e queremos uma solução eficaz e coerente com a história da ELT!!


ELT LIVRE





Núcleo de História sem aula em espera das respostas!

Os aprendizes do Núcleo de História do Teatro da ELT não tiveram aula nesta segunda-feira (30/09). Aguardam posicionamento do prefeito sobre manutenção da autonomia da Escola e manutenção de seu projeto original. Uma reunião com coordenação da ELT foi prometida para esta quarta-feira 02/10. Estamos esperando!

ATO do ELT LIVRE, manifestação do dia 29/09/13

Estes são trechos do ato/manifestação da ELT LIVRE, em apoio à manutenção da Escola Livre de Teatro, frente ao descaso do poder público em relação ao projeto. As ações que motivaram essa manifestação começaram após um ato simbólico do aprendizes, que retomaram uma área de convivência da escola por conta própria, e que por essa razão tiveram a guarda civil acionada desnecessariamente, sendo acusados de "depredação de patrimônio público". No dia seguinte as portas da ELT foram fechadas impedindo o funcionamento de suas atividades (sexta-feira 27/09). Diante disso, fizemos o chamamento para este ato que aconteceu em meio a inauguração do Monumento aos Trabalhadores no Paço Municipal, neste domingo 29/09, onde com muito custo falamos com estes representantes do governo. AINDA NÃO TIVEMOS NOSSAS RESPOSTAS OFICIAIS, e essa reunião que deveria acontecer nesta terça-feira próxima já foi repassada para quarta-feira 2/10. Durante nossa manifestação, num determinado momento fomos agredidos e fortemente intimidados por homens que nós percebemos como sendo espécies de "seguranças do Sindicato dos Metalúrgicos", estes foram violentos tanto verbal quanto fisicamente e queriam nos impedir de se manifestar naquele espaço público devido a comemoração que ali estavam realizando. Além disso, ao chegarmos nesse local, nos deparamos com uma atividde artística que já estava ocorrendo no palco, mas em nenhum momento nossa intenção era atrapalhar esta apresentação, se de alguma forma isto ocorreu foi por chegarmos na região do Paço por uma via que não dava visão ao que ali ocorria. Essa foi mais uma das ações que os aprendizes da ELT estão realizando em prol desta luta pela autonomia da ELT e contra o intensificado processo de sabotagem que vem acontecendo com o projeto da escola, através de posturas como as do Secretário de Cultura Raimundo Salles, e também das ações do Gerente de Formação, Ivan Augusto. Até termos respostas oficiais, continuaremos em ação! A ELT CONTINUA! ELT LIVRE!